Nome: Natália Cristina Cardoso Nunes
Idade: 18
Signo: virgem
Coisas que adoro:Livros, poesia,falar, viajar, pudim,
castanhas, CAFÉ, desenhos animados,ir ao cinema...
Coisas que Odeio: Filmes mto piegas, romance muito água com açucar,calor, filas enormes,
POMBOS, não ter nada para ler...



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Naty

domingo, 28 de agosto de 2005


Fazendo o balanço pós-aniversário

(Não há coerência na vida, nem no seu

balanço.

Nem no meu post)



As vezes, felicidade se resume a estar em casa, ouvindo uma música triste, com um livro de Fernando Pessoa ao lado, lendo poesia - tipo agora.
As vezes, não consigo estar feliz nem na maior festa, na maior agitação...
Sendo assim, não posso dizer que viver com 19 anos tenha sido apena bom. E nem posso dizer que tenham sido inteiramente mau.
Mas penso que, o saldo, se fosse posível somatizar episódios de sua vida, seria positivo, nem que por pouco. Ou quem sabe por mto.

Se fiquei feliz foi pq estive feliz.
E isso basta.
Razão para sentir apenas existe na tristeza. Meu estado natural é estar alegre. Ou não. Mas finjo bastante bem que é, e por hora, parece resultar - pelo menos eu acredito na "mentira".
Se estive triste, foi por motivos pequenos e pasageiros, foi o tipo de tristeza sem real sentido. Aquela tristeza infundada. Que só vc entende. Tipo teoria da conspiração, meio que qndo vc acha q o mundo td de odeia, que vc é o nada. Quando é apenas... ora, vc msm.

Hj estou apenas mais lírica. E talvez ninguém entenda mas o fato é que nesses meus recém 20 de fato, percebi que estou farta do lirismo comedido. Nesses meus 20 anos de existencia sinto vontade de mudar o mundo. Talvez apenas fato de estar euforica por ser meu aniversário. Gosto de aniversários. Gosto de receber parabéns. Forçados por mim ou não. De coração ou meramente educados. Tudo tem sua graça.
Espero que eu ao menos mude. Talvez ter 2 décadas me faça diferente. Não sei se melhor ou pior.
Apenas diferente.
Mas, de fato, se me peguntar agora, digo que não vejo diferença entre 20 e 19. E nem via diferença entre 19 e 18, ou 18 e 17. E assim vai... O que me faz crer que tenho a idade de minha 1º conciência.
Talvez isso justifique mta coisa, mta coisa da Natália-criança.
Mas sinceramente?
A quem importa? Apenas a mim, creio. E só. E talvez baste.
O importante é que ontem foi meu aniversário.
E que hj, vejo td meio dúbio. Mas definitivamente colorido.
De resto:
"Pouco me importa.
Pouco me importa o que? Não sei: pouco me importa."
(Alberto Caeiro)

:: Enviado por eu- 23:36:20 ::
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segunda-feira, 15 de agosto de 2005


Sem nada para fazer

(e nem escrever)



Natália no cúmulo do "nada" para fazer, em plena semana, no templo da perda de tempo - vulgo internet - não procura as respostas do seu estudo dirigido de anatomia, não se preocupa com a matéria de fisiologia e nem pensa em como melhorar seu mundo. Apenas entra no Google e decide procurar alguma coisa.
A máxima que na internet tudo acha é realmente um fato. De links com seu nome a maior besteira que vc pensar, é digitar que aparece. De fato, creio que qualquer resposta possa ser obtida na internet. Talvez um dia todas as inquietações do mundo sejam resolvidas no Google. Quase uma máquina de resolver problemas. A nova vidente do século XXII, por exemplo. Nada de ciganas na rua. E sim digitações em sites de busca: "vou conseguir meu amado de volta em 3 dias?" e lá vem a resposta. Será engraçado. Ou não... Sentiria falta dos folhetos na rua de "donas Lalitas" oferecendo jogos de búzios, banhos de descarrego e, é claro, a volta do amado em 3 dias.
Mas enfim, o fato é que na minha onda de "nada para fazer numa quarta feira a tarde", entro no bendito novo dominador da rede - Afinal, eu procuro coisas no google, eu entro no orkut e meu e-mail é do google. convenhamos, é de assustar - e digito a 1º palavra que vem a minha mente. Pode ser loucura minha, mas ela foi palindromos, e lá foi, em um tempo menor que uma piscadela - 0,13 segundos - achando a quantidade de 900 e poucas páginas, apenas em português, sobre o tema.
Que se acha sobre tudo na internet é um fato. Mas que há que "garimpar" os sites é outra tb.
Afinal a máxima que "nada se cria, tudo se copia" também vale na net. E existem em mais de 900 páginas quase o mesmo número de textos, palíndromos e frases semelhantes. O fato é que me diverti, e sai mandando palíndromos para tds que conversava no demoníaco msn (pq demoníaco? um dia explico...). Palíndromos me animam. Então, para me animar e animar a tds, decidi postar os palíndromos mais divertidos que achei! Olha que feliz!

"A dama admirou o rim da amada".
"Roda esse corpo, processe a dor!"
"O pó de cocaína mata maníaco cedo, pô!"
"O terrível é ele vir reto".
"Roda esse corpo, processe a dor"!
"O medo do certo é o treco do demo".
"Sem o dote...é todo mês!"
"A pateta ama até tapa."
"Ave veloz o leve. Vá!"
"O teu drama é amar dueto"



Fernando Pessoa

Sei que nunca terei o que procuro
E que nem sei buscar o que desejo,
Mas busco, insciente, no silêncio escuro
E pasmo do que sei que não almejo.


:: Enviado por eu- 20:29:35 ::
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domingo, 7 de agosto de 2005


crise da imaginação


Volto de viagem e 1 semana quase representou 1 ano de minha vida... tanta coisa... comissão de trote e suas confusões e guerra de titãs entre faculdades e cursos nada afins, idas ao shopping, festa, cinema, reencontros inusitados, segredos revelados, perguntas sem resposta, convencimentos, pessoas novas, idéias novas, resoluções feitas, tédio pela ladainha costumeira...
Voltar de férias significa voltar a normalidade. Interessante como a volta da normalidade pode representar mais surpresas do que a situação de excessão das férias.
Infelizmente, a qntidade de novas informações "devoraram" minha criatividade, então, me limito a mostrar fotos depois de uma introdução meramente enumerativa, mas para deixar curioso do que explicar alguma coisa!

Tomé - Portugal

Castelo dos templários em Tomé

Natália em frente a porta do quarto 51 no convento de cristo

Aline com uma cara engraçada, minha mão tentando fazer chifrinho - mas a foto foi batida antes e parte do meu primo Bruno no canto

comissão de trote

andando sem destino no IB

batucando no IB

doidas na comissão

Naty de lingua de fora!

tradicional elefantinho

brincadeira de girar

caindo

cara na melancia

torta na cara

calouro esperança

Calouras. eu pintei a do meio!

calouro nemo, pintado a 10 mãos e que saiu mto ruim e tosco. mto engraçado...

Calouros do reino vegetal

calouros palhaços

Super calouro

minha turma em moedas

:: Enviado por eu- 20:52:27 ::
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segunda-feira, 18 de julho de 2005


Que seja...


Hj tudo saiu do cor-de-rosa para o preto.
Em apenas um toque de telefone.

Tem dias que se fica tão triste que nem chorar se pode.
E, no entanto, por tão pouco - quase nada - uma frase lida ao acaso, seu dia muda.
Talvez não no cor-de-rosa... mas para um tom mais ameno. E como o um tom mais vibrante parece tanto diante da ausência de cor do preto...
No fundo e no final, sendo cliché e piegas - e não me importo de o ser, aqui, agora, em tons quase cor-de-rosa - a vida é bela, as pessoas não são más... e talvez tudo tenha algum sentido.
Que seja.
Até a volta - viajo amanhã

Solitário
Augusto dos Anjos



Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!


Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!


Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
- Velho caixão a carregar destroços -


Levando apenas na tumbas carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!

:: Enviado por eu- 01:23:49 ::
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sexta-feira, 15 de julho de 2005


Na cadeira do dentista




Fazer uma viagem no tempo deve ser mto parecedo a ir ao dentista...
Sala de espera de dentista é quase um tunel do passado, com suas manchetes já velhas, expondo, com suas exclamações e letras garrafais, uma novidade já sentada na cadeira de balanço tricotando uma meia para o netinho.
Hoje, em meio a sala de parede de tons pasteis, sofá florido e fotos de pessoas mto sorridentes de aparelho, me vi surpreendendo com a separação do casal fenômeno, impressionada com o crescimento do PT, acompanhando o programa mais novo do Dr. Drauzio Varela. A revista mais nova? Capa com a descoberta da corrupção nos correios...
Pior do dentista é a sala de espera...
Nunca tive medo de dentista. Na verdade, a cadeira reclinável, as luzes em minha cara e a música ambiente que sempre se repete - sem falar nos tons pasteis - me dão sempre sono... um sono absurdo. Nunk senti dor numa consulta, só a sonolência latente...
Na verdade, o que me chateia numa consulta é justamente a não dor.
Não me chamem masoquista. Odeio sentir dor. Mas alguém já levou anestesia de dentista, com aquela seringa de 10 metros, meio medieval?
Pois bem, a sensação de ter parte de sua boca imóvel é para mim desesperadora. Já arranquei dentes (cisos) e hoje tive minha 1º cárie (para minha tristeza) e digo: odeio anestesia. Não que esteja falando que preferia fazer td a sangue frio...
Ou seja: isso não passa de uma sem sentido e vazia reclamação, porque não tenho alguma solução; odeio a sensação de ter metade de minha boca morta. Mas creio que não gostaria de sentir a dor de ter meu dente tirado pela raiz de minha boquinha...

Aliás, falando em reclamação, hoje pela 1º vez me senti um objeto de estudo. A estagiária do dentista e o dentista discutindo como identificar uma cárie. Matérial de estudo: Natália.
É desagradável ver mãos vasculhando sua boca e falando que pode-se encontrar uma cárie, msm que pequena, olhando a coloração ligeiramente mais clara sob a luz, e ter que abrir mais a boca para que vejam enfim a bendita coloração contra a luz, ao mesmo tempo que colocam aquele treco que suga saliva e prepara-se a seringa de 10 metros para a anestesia.
Na verdade, me senti mal duplamente. Lembrando que eu também já "assisti" pessoas como objeto de estudo. Lembrando que, a uns 2 meses, eu fui ver um parto e, enquanto se o realizava, a futura mãe tinha que ouvir coisas do gênero: "Veja como a barriga dela é fibrosa." ou "Olhe o ovário dela. Vou colocá-lo para fora p q vcs o vejam melhor." e ainda "isso daqui é fáscia. Isso daqui é aponeurose." Odiaria durante o parto de meu filho ouvir das aponeuroses e fáscias existentes dentro de mim...
Acho q talvez ela tenha se sentido um pouco como eu. Reduzida. Ambas, naquele segundo não eramos Natália ou futura mamãe. Eramos apenas pauta da aula.
Ossos (ou dentes) do ofício...

Eu
Paulo Leminsk


eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora

quem está por fora
não segura
um olhar que demora

de dentro de meu centro
este poema me olha

:: Enviado por eu- 12:02:06 ::
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sábado, 9 de julho de 2005


Natália



Sempre fui do tipo que busca respostas. Não me contento com o superficial, aprofundo-me na idéia, penso de mais, viajo na teoria. Assim, crio MINHA explicação.
Vivo em uma constante viagem de "porquês", quase uma busca imemoriável por respostas. Sinto-me um templário a caça de mouros, sinto-me no épico lusíadas, navegando por um mar de interogações.
Meu mundo é feito de papel, grafite e tinta. Minha excência é a cafeína. Minha roda dentada princiapal recebe a alcunha de curiosidade e reflexão. Mas me visto apenas de tonta: Para me conhecer, de fato, há que querer.
Gosto de rir, porque estar feliz me alimenta. Já não ligo para o que a maioria pensa. Não tenho ouvidos, mas olhos de mercador. Vejo e me importo apenas com o que acho vital. Assim, sou livre - indo pela máxima que só é livre, realmente livre, quem não tem medo do ridículo.
Penso que sou idealista. Odeio pieguisse, mas me acho por vezes romântica. Creio e não creio com igual intensidade, defino-me e "desdefino-me" com igual constância. Um pouco, um muito, de mais, de menos. Sou um paradoxo, e me orgulho disso.
Despreso o uniforme por julgá-lo sem graça.
Odeio rotina, mas esta me faz sentir segura.
Abomino tédio a todos os sentimentos. Opto pela tristeza - com seus adoráveis picos criativos - ao tédio, matador de idéias, que nos aprisiona em suas garras cansativas...
Não sou alta, nem baixa, não sou gordíssima nem magra, não sou bonita nem feia. Sou como sou. E não mudaria nada.
Escrevo poesia e me envergonho de cada verso: os escondo. Encanto-me com os poemas de Fernando Pessoa: esse representa minha alma. Encanto-me com os poemas de Augusto dos Anjos: esse encarna minha angustia.
Não banalizo amor, ódio, dor ou medo. Aliás, não ridicularizo o medo de ninguém (sensato quando se tem medo de pássaros.).
Tenho diário e acho q não me levam a sério por isso. Vivo pulando e acho q não me levam a sério por isso. Falo besteira e rio do nada e acho q não me levam a sério por isso. Uma pena. Me julgo muito séria a maior parte do tempo.
Gosto de ler, gosto de história, gosto de chuva, gosto de pudim e sorvete, gosto de meus amigos, gosto de meus sonhos. Tudo quase no mesmo patamar, só variando mesmo o "tipo" do gostar.
Escrevo tudo o que penso e sou entregue por minhas próprias mãos em constante gesticulação.
Quero dominar o mundo - e discuto quando dizem que não posso.
Quero poder ler pensamentos - e acho engraçado quando dizem que elouqueceria.
Quero ser feliz - e me pego rindo sozinha fazendo planos para um futuro tão imprevisível quanto uma tempestade.
Não me conheço ou entendo, mas espero que me conheçam ou entendam.
Quero ser amada e ao mesmo tempo não sei se sou capaz de amar. Sou complicada quando me apaixono, e fujo, me afasto, me prendo como uma ostra em mim mesma. Acho amor mto complicado. Acho-me mais complicada ainda amando. Julgo-me medrosa nesse ponto: tenho ainda medo de sofrer. Não sei se é sensato, mas tento matar td pela raiz. Se por azar ou sorte, (ainda não cheguei a conclusão) nem sempre se consegue aquilo que se tenta...
Não acredito em eternidade absoluta, porém, contraditoriamente ao já dito, acho que (quase) tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Sou mais criança aos 19 do que fui aos 9.
Espero ser mais criança aos 50 do que fui aos 9.
Gosto da solidão. E ao mesmo tempo... fujo dela...
Nunca gosto do que escrevo. E mesmo assim, sigo escrevendo.
Não sei quem de vocês realmente há de ler meu post, quem lerá e comentará, quem não pulará parágrafos e parágrafos. Não sei a quem interessar possa um post sobre mim mesma. Mas, foi bom escrever e me expor: Fecho-me sempre em meu casulo de risos e voz-alta. Poucos percebem que realmente me escondo mto mais que me revelo. As vezes, porém, é bom abrir-se as letras grafadas cautelosamente, silenciosamente. No fundo, acredito na verdade das palavras escritas... Pelo menos na MINHA verdade das palavras escritas.
Bjos


Não sei quantas almas tenho
Fernando Pessoa


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é.
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Vozes de um túmulo
Augusto dos Anjos



Morri! E a Terra - a mãe comum - o brilho
Destes meus olhos apagou!... Assim
Tântalo, aos reais convivas, num festim,
Serviu as carnes do seu próprio filho!


Por que para este cemitério vim?!
Por quê?! Antes da vida o angusto trilho
Palmilhasse, do que este que palmilho
E que me assombra, porque não tem fim!


No ardor do sonho que o fronema exalta
Construí de orgulho ênea pirâmide alta,
Hoje, porém, que se desmoronou


A pirâmide real do meu orgulho,
Hoje que apenas sou matéria e entulho
Tenho consciência de que nada sou!

:: Enviado por eu- 22:02:06 ::
6 comentários.

domingo, 3 de julho de 2005


500 fotos


Depois de 10 anos, finalmente baixei as fotos da chopada da EBA, para a felicidade de Juliana que andava me cobrando as fotos... nem lembro q dia foi a chopada, foi a mto, mto tempo msm... mas foi engraçada!
Além disso, hj sai com dona Dani, depois de anos tb sem vê-la (amiga relapsa vc, Dona DANI!).
Vê-se pelo pouco q escrevi que hj acordei em uma absurda hipérbole... tudo para mim se "resume" a anos, séculos, décadas, zilénios e 5999 "coisas"...
Hipérbole por hipérbole, fiquem com as fotos!

Ju e Danilo na chopada da EBA


Juliana já sentada na sarjeta depois de beber tds na chopada da EBA. Tsc, tsc... degradante, dona ju...


Eu e Danilo. A sanidade foi perdida a caminho da chopada, então ela não aparece na foto
(o que mais gosto nessa foto é a cara do Danilo... está ótima!)


Tá, eu sou meio doida por pés... Sempre q bebo um pouco, tiro foto deles... vai entender.


Eu e Danielle com cara de boazinhas


eu, minha língua constantemente de fora (segundo outras más línguas) e juju, tentando me impedir de fazer chifrinho nela


essa foto ficou meio sem nexo. Não foi na chopada e nem hj saindo com Dani. Mas gostei dela, pq tirei de surpresa na faculdade essa sexta! Augusto, Julinha, Dony sempre bebendo e Thais (rindo do Dony, provavelmente) e Tonton (Wellington), que virou antes de eu tirar a foto

:: Enviado por eu- 21:18:37 ::
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quinta-feira, 30 de junho de 2005


Reclamações de uma quinta à tarde



Há dias que o q mais se quer é encontrar alguém.
Engraçado, pq é justamente ai que não se encontra ninguém.
(ou pelo menos ninguém q importe).
Talvez exista alguma regra que impede que se fale, de maneira que pareça quase casual, com alguém que se quer desesperadamente encontrar...
Uma regra obscura, como a de que sua fila sempre é a mais lenta de todas, que a torrada sempre cai com a parte amanteigada no chão ou de que Natália não é uma menina sortuda (até pq, depois de quebrar 2 espelhos, tenho 14 anos de azar)...
Mas enfim, que seja.
Não discuto com regras obscuras, apenas espero. E talvez esse seja meu maior e mais mortal pecado: esperar de mais...
Cansada de esperar!

Presença em Pompéia
Cecília Meireles


Esta conta não pagarás:
- ficará sob uma cinza que não sabes.


Sob a cinza que ainda não sabes
ficará teu filho por nascer
e também os meninos que já sabiam desenhar nos muros.


Ficarão os figos que ontem puseste na cesta.
Ficarão as pinturas da tua sala
e as plantas do teu jardim, de estátuas felizes,
sob a cinza que não sabes.


Os gladiadores anunciados não lutarão
e amanhã não verás, próximo às termas,
a mulher que desejavas.


Tu ficarás com a chave da tua porta na mão;
tu, com o rosto da amada no peito;
amo e servo se unirão, no mesmo grito;
os cães se debaterão com mordaças de lava;
a mão não poderá encontrar a parede;
os olhos não poderão ver a rua.


As cinzas que não sabes voarão sobre Apolo e Ísis.
É uma noite ardente, a que se prepara,
enquanto a luz contorna a coluna e o jato d'água:
- a luz do sol que afaga pela última vez as roseiras verdes.

:: Enviado por eu- 12:34:52 ::
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domingo, 26 de junho de 2005


Consto no google, logo existo!


Há uns meses, tudo o que se lia, de revistas para adolescentes a blogs, era sobre o fenômeno "Orkut". Enquanto tds falavam de como entraram, de como se viciaram (ou não) e davam seus pareceres, me abstive de falar. Não que não estivesse na moda orkutiana. Apenas me abstive pq julguei não ter nada a acrescentar ao já tantas vezes escrito e dito.
Tempos depois, tema do passado, já visto e revisto e de conhecimento geral da nação, Natália julga-se apta a discutir sobre Orkut e afins.

Deitada no meu quarto, entre o sono e o estado de vigília, me pego pensando que, hj em dia, entre registro de nascimento, Identidade e CPF só se existe para o mundo se vc se encontra na rede: Só se é alguém de fato se existir pelo menos um ítem com seus nome em uma procura no google, se vc tiver sua fotinho entre as milhares de fotinhos no orkut de outro, se vc é um dos nomes - com seus apelidos sempre bizarros - no MSN de um amigo.
Isso é existir hj para sociedade. Mais do que constar como pessoa física, deve-se existir como código binário, como registro na rede, como informação entre as ondas-internéticas.
Excludente? Com certeza. Ainda somos uma minoria com acesso a internet. O termo excluído digital beira a ironia. O certo seria classificar o incluido e não excluido - pq é mais fácil classificar o em menor número do que nomear a maioria. E, novidade nenhuma será dita agora por mim, temos uma maioria mundial absoluta de pessoas que encontram-se isoladas da digitalidade. Quem não existem em seus países, pelo desrespeito dos seus governos e ausência de registro civíl e que não existem para um mundo inteiro, pelo fato de ser impossível encontrar seu nome digitando-o no google, entre as fotinhos do orkut ou no MSN de alguém.
Fugindo agora da área social - ampla e importante de mais para ser escrita por alguém q sabe tão pouco de tudo, - o engraçado nesse novo tipo de registro pessoal é o qnto somos julgados, vistos e espiados com nossa própria permissão nesse "mundo vasto mundo" contido nessa pequena, bem pequena tela. Somos hj mto mais o nosso "about" do orkut do que o que falamos diariamente para os outros. A imagem que fica em nossa mente não são as feições de fato de ninguém, mas a imagem do avatar do MSN, a foto escolhida a dedo e posta no orkut e no seu álbum digital. Abrimo-nos a olhares curiosos permitindo a existência de scraps reveladores e comprometedores, revelamos nossos gostos a quem tiver paciência de olhar nossas cominudades, permite-se que saibam o que fizemos procurando sobre nossas vidas no google, colocamos nosso estado de espírito no lugar que deveríamos colocar nosso nome no MSN... E msm assim, lutamos para preservar uma integridade individual que jogamos fora a mto tempo.
Somos guardados em pastas de arquivos no computador pessoal de ontrem. Salvamos o histórico de conversas, já não mais voz-com-voz, e, se aptecer, relemos, frase por frases. E esses são os novos "grampos", as novas provas de nossa existância. Salvos hedonisticamente por nós mesmos.

Aqui estou eu, escrevendo no meu blog, querendo aparecer. Aqui estou eu, com minha melhor foto no orkut, preocupada com meu about e fuxicando o orkut alheio. Aqui estou eu, como meu apelido no msn, com minha foto no msn, permitindo o julgamento e igualmente julgando.
Pelo menos, fico grata por existir, de fato. Sou incluida digital. E não me envergonho disso - embora, talvez devesse. Prostituo minha imagem, "vendo meu peixe" - usando uma frase da vovó - e me orgulho. Quero que vejam minha nova identidade, a observem. Bem melhor q as comuns e horríveis fotos 3X4, pelo menos... Essa, ah! faço questão, com certeza, de esconder... Pelo menos, isso!

O mundo é grande
Drummond



O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar

:: Enviado por eu- 16:07:38 ::
4 comentários.

sexta-feira, 24 de junho de 2005

coisas q me irritam


Existem certas coisas que eu, de fato, não gosto.
Não me importo que fazem brincadeirinhas comigo. Eu sou a 1º a me sacanear, a me chamar de tonta, esse tipo de coisas. Não odeio que me chamem de maluca. Pq eu msm admito que normal... estou meio longe de ser. Podem dizer q pareço criança. Pareço msm. Pulo, corro, não paro quieta. Não me importo. Podem dizer q tenho q emagrecer um pouco. Realmente estou fora de forma. Em suma, não me importo com a verdade, pouca coisa me magoa.
Mas mta coisa me irrita.
Me irrita estudar que nem uma louca e fazer uma prova mono-temática (cujo tema é o mais esdrúxulo), me irrita esforço em vão, me irrita sentir ciumes de alguém (me sinto sempre patética sentindo ciúmes, odeio sentir ciúmes), me irrita qndo as pessoas batem na msm tecla, me irrita qndo alguém não sabe argumentar, me irrita qndo não têm senso de humor, qndo não me entendem, qndo sou jogada fora do assunto, qndo não me escutam, qndo me ignoram... odeio td isso, e mto mais coisa, e mto mais besteiras e mto mais coisa q não cabe aqui, nessas linhas desse blog.
Utimamente, o que me irritam, o que não gosto, está realmente vindo a tona. Do ciúmes a provas mono-temáticas, ando sentindo certa onda de "coisas q não gosto" invadindo minha área.
Entro em greve de mim mesma e me torno reflexiva. Talvez um pouco triste. Mas que tal o eufemismo? Em geral, odeio eufemismos. Mas posso me acostumar... encaixa com o contexto e a cena pintada a negro na minha vida...

Sou o fantasma de um rei

Sou o fantasma de um rei
Que sem cessar percorre
As salas de um palácio abandonado...
Minha história não sei...
Longe em mim, fumo de eu pensá-la, morre
A ideia de que tive algum passado...

Eu não sei o que sou.
Não sei se sou o sonho
Que alguém do outro mundo esteja tendo...
Creio talvez que estou
Sendo um perfil casual de rei tristonho
Numa história que um deus está relendo...

Fernando Pessoa

:: Enviado por eu- 23:40:26 ::
3 comentários.